“Meu salário não sobra.”
“Pago um empréstimo com outro.”
“Tenho várias dívidas e não sei mais o que fazer.”
Se você se identifica com essas frases, saiba que não está sozinho. Milhares de brasileiros vivem essa realidade e se perguntam diariamente:
👉 não consigo pagar minhas dívidas, o que fazer?
Em muitos casos, essa situação pode ser caracterizada como superendividamento, um problema reconhecido pela lei e que hoje possui proteção jurídica específica.
Neste artigo, você vai entender de forma simples:
- O que é superendividamento;
- Como identificar se essa é a sua situação;
- O que a lei diz;
- Quais caminhos existem para sair do sufoco financeiro.
O que significa não conseguir pagar as dívidas?
Muitas pessoas acreditam que estar endividado é algo “normal”, mas existe um limite perigoso quando as dívidas passam a comprometer a própria sobrevivência.
Você pode estar diante de um quadro de superendividamento quando:
- O salário ou benefício é quase todo comprometido com dívidas;
- Falta dinheiro para despesas básicas (aluguel, alimentação, remédios, água e luz);
- Um empréstimo é feito para pagar outro;
- O uso do cartão de crédito virou regra, não exceção;
- As cobranças causam ansiedade, medo e insegurança constante.
Quando pagar dívidas significa abrir mão do básico para viver, o problema deixa de ser apenas financeiro e passa a ser jurídico.
Afinal, o que é superendividamento?
De forma simples, superendividamento acontece quando o consumidor, de boa-fé, não consegue pagar todas as suas dívidas sem comprometer o mínimo necessário para viver com dignidade.
Essa definição está prevista na Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, que alterou o Código de Defesa do Consumidor.
O foco da lei não é “perdoar dívidas”, mas permitir a reorganização financeira, preservando o chamado mínimo existencial.
Quais são os principais sinais de superendividamento?
Você pode estar superendividado se:
- Mais de 30% ou 40% da sua renda líquida vai para dívidas;
- Você já perdeu o controle dos prazos e valores;
- Vive renegociando sem conseguir reduzir a dívida;
- Depende de crédito para despesas básicas;
- Não consegue mais planejar o futuro financeiro.
A situação é ainda mais comum entre aposentados, pensionistas e servidores, especialmente por causa de empréstimos consignados sucessivos.
Toda dívida gera superendividamento?
Não.
Ter dívidas não significa automaticamente estar superendividado.
A lei exige alguns requisitos:
✔ Dívidas contraídas de boa-fé;
✔ Comprometimento excessivo da renda;
✔ Impossibilidade real de pagamento;
✔ Preservação do mínimo existencial.
Dívidas como água, luz, aluguel, cartão de crédito, empréstimos pessoais e consignados podem ser incluídas, dependendo do caso concreto.
O que NÃO fazer quando não consegue pagar as dívidas
Esse ponto é fundamental.
🚫 Pegar novos empréstimos para pagar os antigos;
🚫 Aceitar renegociações abusivas sem análise;
🚫 Comprometer ainda mais a renda com juros elevados;
🚫 Ignorar notificações e cobranças.
Essas atitudes agravam o problema e dificultam uma solução jurídica futura.
O que a Lei do Superendividamento permite?
A lei garante ao consumidor:
- Direito à informação clara;
- Proteção contra assédio bancário;
- Possibilidade de repactuar todas as dívidas em conjunto;
- Preservação do mínimo existencial;
- Participação do Judiciário quando necessário.
Em muitos casos, é possível:
- Suspender cobranças abusivas;
- Reorganizar prazos e valores;
- Criar um plano de pagamento viável;
- Retomar o controle da vida financeira.
Preciso entrar na Justiça para resolver?
Nem sempre.
Alguns casos podem ser resolvidos:
- Em negociação extrajudicial orientada;
- Em audiências de conciliação;
- Ou, quando necessário, por meio de ação judicial de superendividamento.
Cada situação exige análise individual, pois nem todas as dívidas e pessoas se enquadram automaticamente.
Quando procurar um advogado?
Você deve procurar um advogado especialista quando:
- Já tentou negociar e não conseguiu;
- As dívidas comprometem sua subsistência;
- Sofre cobranças abusivas;
- Possui vários contratos ativos;
- Não sabe por onde começar.
Um profissional poderá:
- Analisar contratos;
- Identificar abusividades;
- Verificar enquadramento legal;
- Indicar a melhor estratégia para o seu caso.
Conclusão
Se você sente que não consegue mais pagar suas dívidas sem abrir mão do básico para viver, isso não é apenas um problema financeiro — pode ser superendividamento, com proteção legal garantida.
👉 A informação é o primeiro passo para sair do sufoco.
👉 A orientação correta pode mudar completamente o cenário.
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